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POR ELVIS TAVARES
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Entrevista com Álvaro Tito: 22 anos de "Não há barreiras"

Publicado em 13-02-2008

Tags: cantores(as) e bandas  história da música gospel  

Elvis Tavares e Álvaro Tito, autor e intérprete, conversando sobre as duas décadas do disco

O cantor Álvaro Tito esteve visitando a EFRATA MUSIC e aproveitou para conceder uma breve entrevista alusiva aos vinte e dois anos de lançamento do disco Não há barreiras. Confira abaixo!

Elvis Tavares: Qual a síntese que você faz do disco após tantos anos de lançamento?

Álvaro Tito: Realmente, foi o disco que marcou minha carreira.

ET: Você tinha dois discos gravados antes do "Não há barreiras", que eram "Meu ser para Cristo" e "Deus transforma", e a diferença de estilos foi nítida entre eles. O que isto significou para a sua carreira?

AT: Foi procurar o meu espaço no mercado fonográfico marcando um novo estilo de interpretação. Ouvi muitas críticas na época, com pessoas, inclusive, ligando pra mim falando mal do disco. A coisa foi tão cruel que os pastores das igrejas chegaram ao cúmulo de cancelarem toda a agenda já marcada alegando que eu estava sem unção.

ET: O que passava na cabeça de um jovem (evangélico, ainda por cima) abraçar a responsabilidade de ser o arranjador de um disco numa gravadora multinacional numa época nada comum para a música gospel no Brasil?

AT: Na minha cabeça era a coisa mais natural do mundo, mas o presidente da gravadora na época não absorvia essa situação, ou seja, do cantor ser o produtor, músico (toquei bateria no disco) e arranjador, simultaneamente. Tive que ser resistente a ponto de colocar a própria gravação em risco: ou eu fazia os arranjos e a produção ou não gravava!

Capa do LP "Não há barreiras" emoldurada na sede da EFRATA MUSIC
ET: O disco "Não há barreiras" há muito tempo saiu de catálogo e nem sequer viveu a era do CD, mas parece que o público não se contentou com isso. O que você diz a respeito?

AT: Pois é, até hoje, passados 22 anos, o público clama pela edição desse disco em CD.

ET: Como foi sua experiência durante a gravação naquele ano de 1986? E como lidar com todos aqueles músicos tarimbados? Lembro-me, inclusive, de um episódio envolvendo a Mara Granado, conceituada violinista que atualmente vive na América do Norte, na hora de gravar seu violino através da partitura escrita por você.

AT: A gravação foi feita no estúdio Guidon e a emoção foi muito grande. Fiquei hospedado em São Paulo, num hotel, o disco ficou pronto em duas semanas. Realmente houve uma pequena solicitação minha para que a Mara executasse um detalho de virtuosismo mais comumente feito por guitarra e ela prontamente atendeu, ficando algo de maravilhoso na música Só Jesus é a solução.

ET: Você tem noção dos números reais da vendagem do LP "Não há barreiras"?

AT: Tomando por base que o disco vendeu cerca de 250 mil cópias, na era do vinil, hoje, mais de vinte anos depois, essa soma poderia chegar, facilmente, a 1 milhão de cópias vendidas.

ET: Existe algum projeto sobre a possível disponibilização do "Não há barreiras" em compact disc? Aqui na EFRATA MUSIC recebemos diversos e-mails procurando pelo disco original.

AT: Sim, estou providenciando para breve. Possivelmente em abril próximo as pessoas terão o "Não há barreiras" à disposição no mercado na versão CD.

ET: Valeu, irmão, um abração!

AT: Outro pra você, mano!
Elvis Tavares é advogado, pós-graduado em Propriedade Intelectual pela PUC/RJ, cantor, compositor, produtor, escritor, radialista e manager da Efrata Music

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