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Biografia de Álvaro Tito é publicada pela Editora Ágape

Publicado em 02-04-2012

Texto: Editora Ágape

Tags: cantores(as) e bandas  

Clique no link abaixo e veja a capa e a contracapa do livro em tamanho ampliado

Todo artista tem algo especial para contar sobre sua carreira e principalmente sobre sua vida pessoal, mas nem toda história é tão interessante quanto a de Álvaro Tito. Atualmente ele é um dos maiores cantores gospel do Brasil, mas nem sempre foi respeitado por seu talento e pela maneira que escolheu para transmitir suas mensagens de fé.

"Aquela evolução musical de Álvaro Tito, trazida pelo LP Não há barreiras, quebrando alguns paradigmas da música gospel de então, causou o cancelamento das programações agendadas com o cantor, por parte de alguns pastores, isso por acharem que Álvaro perdera a unção, fazendo, assim, um juízo de valor negativo a respeito do cantor."

Em 1986, Álvaro trazia no 3º disco de sua carreira um novo formato musical para o Brasil, com arranjos inovadores, baseados em canções norte-americanas. Enquanto dava os primeiros passos para uma carreira de sucesso, sofreu por ver que apesar de todo o seu esforço e dedicação estava sendo pouco aceito pelo público.

O cantor continuou insistindo na carreira, até que se tornou verdadeira referência para o mercado fonográfico gospel internacional, tanto que está prestes a completar 30 anos de estrada. Também foi ele o pioneiro que abriu as portas para que outros artistas pudessem basear-se no estilo estadunidense sem sofrer nenhum tipo de discriminação, em especial no início dos anos 1990.

Nesta biografia emocionante, lançada neste mês pela editora Ágape, o autor Elvis Tavares aponta em ordem cronológica os principais acontecimentos da carreira de Álvaro Tito, além de relatar curiosidades como a vez em que o artista resolveu se arriscar como empreendedor, criando, ao lado de amigos, o magazine de roupas femininas MANJOT.

Saiba mais sobre o autor:

Elvis Tavares
é carioca, nascido em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Cantor, produtor musical e compositor. Possui músicas gravadas pelos cantores Aline Barros, Banda Novo Som, Nill (ex-Dominó), Cristina Mel, Wanderley Cardoso, Marco Aurélio, Ed Wilson, Léa Mendonça, entre outros. É colunista da página www.efratamusic.com.br na qual aborda temas relativos ao gospel, como um todo, bem como assuntos atinentes ao direito autoral. Sua obra de maior projeção é, indubitavelmente, a canção Não há barreiras, imortalizada na voz de Álvaro Tito, gravada em 1986. Além de funcionário público, tem formação em Direito pela Universidade Gama Filho (aprovado na OAB), não exercendo a advocacia, temporariamente, por vedação formal da Lei nº 8.906/94. Diácono ordenado pelo Pastor Gilberto Malafaia da Igreja Assembleia de Deus de Jacarepaguá.

Veja abaixo entrevista que a Lilian Comunica fez com o carioca Elvis Tavares.

Por que escrever sobre Álvaro Tito?

Porque sou um dos compositores cativos nos álbuns do Álvaro, isto já beirando seus 30 anos de carreira - sendo esta minha participação como autor desde seu primeiro trabalho até o mais recente, pela Sony Music. E ainda em razão de partilhar de sua amizade desde que éramos ainda bem meninos, ele então com 11 anos e eu com 15.
Além disso, nem quero dizer que é muita pretensão – já dizendo! – mas como admirador do trabalho musical de Álvaro Tito, engrosso a fila dos que veem como viva a possibilidade do cantor de conquistar o público internacional. Mas para dar esse passo o mundo musical do pop brasileiro precisa conhecê-lo antes. A não ser, por exemplo, que o fenômeno ocorrido com Naná Vasconcelos, percussionista exitoso lá fora e que, infelizmente, não tem esse reconhecimento pátrio, tenha vez na carreira de Álvaro.

Qual seria sua resposta hoje para aos líderes evangélicos que rejeitaram o cantor?

Primeiramente, é bom dizer que essa liderança oponível a Álvaro Tito há muito se esvaiu. Muito pelo contrário: a aceitação ao cantor extrapola aos limites dos arraiais cristãos, sendo praticamente uma unanimidade nas denominações evangélicas, pois é requisitadíssimo para apresentar-se em todas elas. A incursão da música de AT nas plagas do show business brasileiro já possui, inclusive, um bom ensaio, tanto é que, para exemplificar, Álvaro tem música sua gravada por Chrigor (ex-Exaltasamba) e o Lázaro (ex-Olodum), já curtia o som do intérprete de "Riqueza" bem antes de converter-se ao cristianismo.

Mais do que uma biografia, esta obra é um importante relato sobre a história da música gospel no Brasil e no mundo. Mas como você vê o futuro pra este mercado?

O futuro do Gospel nacional mostra-se promissor. A mídia popular tem voltado seus holofotes para a música evangélica. Recentemente tivemos a edição do Troféu Promessa pela Rede Globo, emissora que iniciou essa abertura com inserção de Gospel brasileiro na trilha sonora de suas novelas. Aquela espécie de segregação musical está sendo, aos poucos, dissolvida. Como gosto de dar exemplos que comprovam minha fala, o padre Marcelo Rossi faz sucesso colocando canções de compositores evangélicos em seus discos. O internacional Ed Motta – que já nasceu com DNA musical – dia desses quebrou o roteiro de um show que fazia chamando ao palco o cantor gospel Leonardo Gonçalves para darem uma palhinha de Isn’t she lovely, de Stevie Wonder. Leonardo explodiu nas paradas com a música "Getsêmani", música gospel que já foi cantada até no Faustão.

No livro você cita muito a influência da música negra americana nas músicas gospel. Hoje há algum músico ou ritmo que está dando uma nova cara pra elas?

A influência do Gospel norte-americano continua presente não só na música evangélica do Brasil, mas também na MPB. Interessante notar que o nascedouro disso está nos cantos dos escravos afrodescendentes nos EUA, que durante os trabalhos forçados (work songs) trouxeram à vida os embriões do Jazz, Blues, Soul e Funk, estilos musicais que o mundo faz uso constante até os dias de hoje.

O que o leitor pode esperar desta obra?

A biografia do Álvaro Tito é um livro que abre um leque de citações à cultura musical em variadas escalas. O livro é informativo, emocionante e certamente ativará a curiosidade dos admiradores de música. Embora estejam acesos os faróis do comprometimento de minha análise, por ter escrito o livro, justamente por ser, antes de tudo, uma história de vida marcante, posso prever que a degustação do leitor será bastante prazerosa.

O primeiro capítulo já está disponível no site da Editora Ágape, acesse: www.agape.com.br

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