Dia dos namorados é todo dia
Publicado em 12-06-2009
A história do dia dos namorados remonta à Roma antiga. Sua origem está atrelada à vida do sacerdote italiano
Saint Valentine, que viveu cerca do 3º século durante o reinado do Imperador
Claudius II, ocasião em que o monarca decidiu que um homem solteiro, em seu exército, renderia mais que um casado.
Saint Valentine insurgiu-se com essa determinação do imperador romano celebrando casamentos de homens jovens, constituindo-se, com este seu ato, num feridor das leis ditadas pelo governante imperial, frustrando, assim, a formação de potenciais novos soldados solteiros.
Como resultado (fatal) de sua desobediência, o imperador sentenciou-lhe à morte.
Outra vertente dá conta de que
Saint Valentine, enquanto cumpria pena, era visitado pela filha do carcereiro pela qual se apaixonara, deixando-lhe uma carta, antes de sua execução, no dia 14 de fevereiro de 269 aC, onde assinava “De seu
Valentine”. A data passou, então, a ser comemorada como
Valentine’s Day, em memória de
Saint Valentine, em países do Velho Continente e nos Estados Unidos.
No Brasil, o Dia de São Valentim, ou melhor, Dia dos Namorados, é comemorado, como todos sabem, em 12 de junho, isto porque antecede ao dia 13 de junho que é Dia de Santo Antônio, conhecido, historicamente, no catolicismo, pelas pregações simpáticas ao casamento.
Discute-se que a data de 12 de junho tenha surgido no comércio paulista, assumida,
a posteriori, por todo o comércio brasileiro, na intenção de reproduzir o Dia de São Valentim, em seus efeitos, e, apesar de revestir-se num filão rentável para os lojistas, não deixa de manter viva a tradição da troca de presentes entre namorados de todas as espécies, como noivos e casados.
Não nos esqueçamos, porém, que Deus, em pleno Jardim do Éden, declarou não ser conveniente que o homem vivesse só – indicando, em sua onisciência, que a solidão o deixaria mal – e que, portanto, faria para ele uma ajudadora e companheira (Gênesis de Moisés, capítulo 2, versículo 18).
A música, por seu turno, representa papel importantíssimo na relação entre amantes, sendo Deus abençoador daqueles que se unem em amor verdadeiro. Tanto é que Salomão, divinamente inspirado, deixou-nos o livro de Cantares ou Cântico dos Cânticos, que, além de mostrar-nos uma simbologia entre o noivo (Jesus Cristo) e sua Igreja Amada, relata, com riquezas, o relacionamento entre amado e amada e que não se restringe a um dia do ano, apenas.
Já no plano fonográfico nacional, tivemos algumas relutâncias em expressar o amor entre homem e mulher, isto por puro legalismo, admitindo-se, com rédeas controladas, chamarem-se músicas românticas, na mídia evangélica, de “música para casamento”! Como diria o personagem televisivo: “música de casamento, pode”!
Conservadorismos à parte e devidamente vencidos pelo tempo, lindíssimas canções pontuaram nas rádios
gospel emocionando casais cristãos. Sem tirar o mérito da pioneira
Ao pé do altar, trazida por Vitorino Silva, marcando aquela “ditadura literal” acima dita (
Ao pé do altar de Cristo, ajoelhados, os noivos oram juntos ao Senhor), hoje pudemos usufruir de hits como
Amar você, na voz de Fernanda Brum;
Mais que perfeito, com Álvaro Tito;
Agradecer a Deus, com o Grupo Logos;
Amar, com Marcos Góes e
Eu e você, do Novo Som. Melodias que em nada maculam o amor como dom supremo, definido pelo Apóstolo Paulo em 1º Coríntios 13.
Feliz Dia dos Namorados!
Elvis Tavares é bacharel em Direito, cantor, compositor, produtor e manager da EFRATA MUSIC